sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

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Circo para todos!

Raul Gregório Nogueira. Fotos: Flávio Carvalho
São quase seis anos de estrada, mas parece que foi ontem que Raul Gregório Nogueira estava em Aparecida do Taboado, Mato Grosso do Sul, para montar pela primeira vez a tenda do próprio circo. Depois de se separar do pai para trabalhar em grandes companhias, que possibilitaram viagens para quase todos os cantos do mundo, o ex-artista circense aproveitou um prêmio dado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte) para criar o Circo Popular. 

A relação que a família de Gregório tem com o picadeiro foi fundamental para que ele levasse o prêmio da Funarte. O dono do Circo Popular faz parte da quarta geração de palhaços da família. A fundação percebeu que alguém que fazia parte desse mundo de magia estava fora do país por falta de apoio e deram a oportunidade que ele precisava para fazer os brasileiros rirem. O objetivo do prêmio dado ao dono do Circo Popular é levar para todo o país um espetáculo bom e barato. Uma forma de fazer com que todos os brasileiros tenham acesso à diversão. 

Formado por chilenos e brasileiros, o circo já passou por diversos estados e possui 20 artistas que vivem em constante adrenalina. Já que por se tratarem de uma companhia pequena, os integrantes têm que fazer de tudo um pouco. “Todo mundo aqui monta e desmonta o circo. O mesmo que está lá trabalhando como palhaço, está vendendo pipoca. E nossa vida é assim constantemente”, afirmou. 

O Circo Popular tem atrações próprias e algumas fazem parte da tradição da família, como o palhaço e o globo da morte. Mas para ficar cada vez melhor, Gregório afirmou ver novas atrações do Circo de Soleil e, posteriormente, adaptá-las para o circo que ele administra. 

Um marco na história de alguns dos integrantes do Circo Popular foi quando participaram do desfile da Mocidade Independente de São Miguel, em 2002. “A gente atravessou o sambódromo rodando com cinco motos no globo da morte”, lembrou. Ouça o samba-enredo “O Grande Circo Místico”.


Para firmar o sucesso do circo, Gregório revelou que seus artistas primeiro sentem o público para depois definir como será a atuação. Essa receita deu certo em Jacaraípe. O sucesso foi tanto que, em vez de ficarem duas semanas com a tenda montada, eles se apresentaram por um mês no bairro.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

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A cruel indústria que forma famosos


O estrelato é acompanhado de muita ilusão e mentiras. Todo mundo acha que ser famoso é estar acima dos outros mortais. Reality shows que procuram o novo popstar mostram isso. Milhares de pessoas se inscrevem nesse tipo de programa com somente um intuito: terem total reconhecimento por aquilo que sonham em fazer pelo resto da vida. Porém, elas esquecem que apesar de muitos chegarem ao topo, poucos conseguem permanecer e suportar a pressão.

Polêmica é o sobrenome de participantes do BBB e A Fazenda. O desespero por mais 15 minutos de estrelato é tanto que eles pautam sites de fofoca como Ego e O Fuxico com matérias que beiram o ridículo. A população está cansada de ler que aquela subcelebridade almoçou ali e tomou sol acolá, mas todo mundo lê. Além disso, esses sites adoram um artista com pouca roupa ou que vive saindo de festas completamente bêbado.



Apesar de muitos buscarem clínicas de reabilitação, psicólogos e psiquiatras, por não aguentarem essa pressão da indústria, poucos acabam encontrando a cura, assim como qualquer outra pessoa. Alguns nem quiseram se tratar. Assim foi com a cantora britânica Amy Winehouse que disse “não” para reabilitação na letra do sucesso “Rehab”. Mesmo não precisando criar polêmicas para ser famosa, o fim chegou cedo para ela devido ao uso intenso de drogas. Com apenas 27 anos, Amy deixou família, amigos e fãs.



A série 90210 da CW tentou mostrar algumas das dificuldades Lowndes, era uma garota comum até ser descoberta como uma promissora atriz. A pressão imposta pela mãe e por toda essa indústria fez com que a “promissora atriz” ficasse obcecada

pelos trabalhos oferecidos. A personagem chegou a sofrer de bulimia e a usar drogas. Depois de um longo tratamento, foi considerada curada. de um artista jovem. A personagem Adrianna, da atriz Jessica

Episódios se passaram e Adrianna passou a ser a nova popstar da América. Gravou músicas, foi capa de revistas, virou de novo uma estrela. Problemas pessoais a deixavam vulneráveis e a indústria fonográfica não facilitou. Com novos artistas aparecendo na mídia, a “promissora cantora” foi deixada de lado. Ela não suportou. Quem suportaria tamanha rejeição? Novamente se envolveu com drogas e foi capaz de roubar letras de músicas de um cantor, com quem tinha tido uma relação amorosa, logo após ele ter sofrido um trágico acidente.

Adrianna voltou ao sucesso, mas a farsa não durou muito. Perdeu tudo que tinha, inclusive amigos, e foi literalmente chutada de vez pela mídia. Rejeitada, não demorou muito para que cometesse outras crueldades, além de pensar em cometer suicídio, o que acabou não ocorrendo.

Ainda em Los Angeles, só que agora falando da vida real, vivem as popstars Demi Lovato e Lindsay Lohan. Artistas talentosas que sofreram e, ainda sofrem, de problemas psicológicos decorrentes do sucesso. Cabem aos parentes, amigos e fãs ajudarem elas a superar os problemas. Britney Spears é um bom exemplo. Depois de cometer várias loucuras, hoje é uma ótima mãe.


A verdade é que não é preciso estar muito longe do nosso tempo, de Los Angeles e muito menos da ficção para que fatos como esse ocorram. Prova disso é o ex-cantor Rafael Ilha, que começou a carreira muito jovem, aos nove anos, fazendo pequenas participações em comerciais de TV. Sua vocação para o estrelato era tanta que aos 12 anos entrou para o Grupo Polegar. O grupo, fenômeno musical dos anos 80, explodiu em vendas. Foram mais de um milhão de cópias vendidas, em apenas três álbuns. Porém, Rafael não suportou tamanho sucesso.

Em entrevista dada ao jornal “O Dia”, em fevereiro deste ano, Rafael deu um conselho aos novos jovens do meio artístico. “Saber que é um mundo de ilusão: do mesmo jeito que você está em cima agora, depois pode estar embaixo. É um mundo muito frágil, sólido para poucos artistas”. De acordo com o jornal, Ilha usou drogas desde a idade em que ingressou no grupo. De início, começou cheirando cola e benzina, depois veio o mais temido dos entorpecentes, a cocaína.

Em três anos, Rafael Ilha já havia sido internado e sua presença no Polegar não durou muito. Aos 17, foi afastado do grupo e viu o namoro com a atriz Cristiana Oliveira acabar. Tudo por culpa do vício. Já adulto, foi preso ao assaltar uma mulher para comprar drogas. Nesse período, o cantor que estava nos palcos e vivia uma vida glamurosa, era um viciado em crack e havia “se mudado” para debaixo de um viaduto em São Paulo.

A vida de Rafael Ilha foi marcada por altos e baixos. Da mesma forma que o sucesso veio e lhe deu a oportunidade de viver coisas que pessoas, ditas normais, não poderiam. Esse mesmo sucesso foi responsável por dar uma rasteira, que poderia ser fatal. Em 2009, Ilha tentou cometer suicídio, usando um pedaço de vidro, dentro de um elevador, no condomínio onde morava a avó dele. Ainda em entrevista ao jornal, ele afirmou não usar drogas desde 2000.

Os famosos são como qualquer outra pessoa. Eles também sofrem com problemas psicológicos e com a pressão do dia a dia. Por isso, os artistas novos devem manter o pé no chão. Quanto a nós, “população normal” devemos vê-los com outros olhos. Julgá-los por estarem procurando as drogas para obter aquele apoio que não é dado a eles pela família ou pelos empresários que os formam, não é o caminho certo. Pobres coitados, demoraram a perceber que são apenas mais um produto da cruel indústria fonográfica. Eles devem buscar a conformidade. Afinal, tudo na vida é passageiro.

sábado, 15 de outubro de 2011

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Alunos aprendem sobre jornalismo literário

Palestra sobre jornalismo literário. Fotos: Flávio Carvalho
Quem pensa que jornalismo se resume à correria e a fazer o lide tradicional, onde o jornalista deve informar qual é o fato jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre, está muito enganado. A jornalista Donna Oliveira mostrou aos alunos de Comunicação Social da Faesa um novo jeito de se fazer jornalismo.

Os “inconformados com o lide tradicional”, como disse Donna na palestra, devem seguir os sete patamares do jornalismo literário, que são: imersão, humanização, responsabilidade, exatidão de dados, criatividade/estilo, digressão e simbolismo.

Uma das técnicas usadas pelos autores de jornalismo literário é a descrição de feições, lugares, objetos, temperamento, atmosfera, estilo de vida e status. Dessa forma, é possível que os leitores criem em sua mente o personagem que está sendo descrito.


Um bom autor, de acordo com Donna, não é só aquele que tem visão crítica da mídia, mas também é aquele que estuda o tempo todo, lê histórias e não depende das novas tecnologias. Mas, acima de tudo, é o que busca o universal no singular e vice-versa, acreditando no humano como protagonista das soluções e problemas do mundo.

Para quem curte o tema, Donna indica o livro “O olho da rua”, de Eliane Brum. No livro, a autora faz reflexões sobre seu trabalho como repórter. Em cada reportagem apresentada, a jornalista escreve um texto sobre os dilemas enfrentados, as escolhas que fez e os erros cometidos.

Palestrante


Donna de Oliveira formou-se na Faesa, em 2009, e é dona do site Panela Literária, onde cria perfis de poetas capixabas. A página virtual é resultado do seu TCC, que teve orientação da professora Emilia Manente. Um dos “cardápios” da panela é a seção Panelinha, onde os internautas podem “provar” o sabor de alguns poemas. Já em Artigos, é possível encontrar artigos da autora.

Atualmente, Donna faz pós-graduação na área de jornalismo literário em São Paulo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

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Feira de agricultura familiar movimenta Praça do Papa

Fotos: Flávio Carvalho
Cerca de 50 mil pessoas compareceram à 7ª Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Espírito Santo (Feafes), que aconteceu na Praça do Papa, em Vitória. A principal proposta do evento foi mostrar para a cidade o que a agricultura capixaba tem de melhor. Na feira, que aconteceu de 30 de setembro a 02 de outubro, foram comercializados produtos da agricultura familiar capixaba, movimentando negócios da ordem de R$ 1 milhão. O setor representa cerca de 80% das propriedades rurais e esse evento ajuda a promover o desenvolvimento do Estado.


Em 120 estandes, cooperativas, associações, grupos organizados, economia solidária, assentamentos e unidades produtivas do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) estiveram presentes para representar mais de 30 municípios capixabas.


Produtores de norte a sul do Estado mostraram os produtos característicos da agricultura familiar capixaba, que variam desde biscoitos, artesanatos até flores, para os moradores da Grande Vitória.

A feira foi organizada pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes).

Oportunidade

A produtora Rosecleide de Souza foi uma das expositoras e apresentou doces, pães, bolos e biscoitos. Além disso, ela representou um grupo de produtores de Muniz Freire que produzem conservas (picles e palmito), artesanatos, vinhos, sucos de uva e macarrão caseiro.

Rosecleide, que também participa de outras feiras do setor, como a GranExpoES, envia seus produtos à feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Espírito Santo há cinco anos, mas é o primeiro ano que está presente. Através da simpatia, ela conquistou muitos clientes. O estande da produtora não ficou parado um segundo sequer.


Com o lema “Abelha não faz mal, faz mel”, a família de apicultores vinda da região do Moxuara, em Cariacica, apresentou diversos produtos feitos com mel. “Nós temos mel, própolis, pólen, geleia real, sabonete de própolis e mel composto”, apresentou a produtora Carmen Rodrigues do Vale. Além disso, eles produzem meladinho composto, balas naturais de frutas e trabalham com eucalipto.

Convidados pelo Sindicato Rural de Cariacica para exporem os produtos, Carmen afirma que foi uma ótima oportunidade para a família, já que o mel é o meio de sobrevivência deles e o principal produto com o qual trabalham.

Capacitações

O Senar/ES (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e a Faes (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo) estiveram presentes no evento para fazer a demonstração de alguns produtos feitos nas capacitações oferecidas por eles.

O objetivo é divulgar o trabalho feito no Estado. “Estamos aqui divulgando nossos treinamentos para o público rural e também para o público urbano que normalmente não conhece o Senar e não sabe que esse serviço é oferecido”, declarou a coordenadora do Senar/ES, Tereza Zaggo.

As duas produtoras citadas na matéria participaram dos treinamentos oferecidos pela Faes em parceria com o Senar. Regina tem diploma de manipulação de alimentos e de produção de doces. Já a família de Carmen, todos também fizeram o treinamento de manipulação de alimentos, higiene pessoal e de apicultura.


Projeto agroecológico


Segundo Júlio Cezar Mendel, Vice-presidente da Fetaes, uma das atrações da feira foi a maquete do projeto de agroecologia PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), onde foram mostradas alternativas para que o produtor possa produzir sem afetar o meio ambiente e a própria saúde.

Além disso, o evento, que existe desde 2005, contou com shows regionais, apresentações culturais e praça de alimentação.

Confira um pedaço da apresentação do grupo Brasil Tambores:

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

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Fanáticos de coração

Eles fazem de tudo, perder provas, gastar muito dinheiro, enfrentar filas gigantes e até viajar quilômetros para estar ao lado do seu jogador ou cantor preferido. Alguns chamam de loucos, mas na verdade eles são apenas fãs. Existem os fanáticos por famosos, futebol, religião, entre outros.
A psicóloga Isabele Eleotério acha difícil ter uma resposta genérica para esse fenômeno. “Depende de cada pessoa, do contexto em que ela está inserida, do momento histórico em que se vive e situação adversa que essa pessoa tenha vivido”, conta.

Fabiana Nunes contou que é fã do Latino e provou todo o seu fanatismo. A jovem tem todos os 15 álbuns do cantor, além de pôsteres enormes autografados, toalhas usadas por ele nos shows, nove camisas, e até já dançou de peruca com o famoso na televisão. “Já competi com uma fã num programa de TV para descobrir quem sabia mais coisas sobre o Latino. É claro que venci”, afirmou.


A jovem, que já assistiu a 34 shows, conheceu o cantor logo na primeira vez em que o viu, em 2005. Tudo porque, para fazer valer a pena sua viagem de 14 horas até São Paulo, Fabiana invadiu o palco para conseguir abraçar o seu ídolo. Depois disto, ela nunca mais parou ir aos shows e é claro, a fazer o que fosse para ganhar outro abraço.


Apesar de sofrer muito preconceito, Fabiana não esconde de ninguém que é fã do cantor. “As pessoas não entendem o motivo de eu ter um fã-clube e me dedicar diariamente às coisas relacionadas a ele. Só quem é fã sabe como é gratificante ir ao show e conseguir uma foto, um abraço ou um gesto de carinho do seu ídolo”, relembra.

Os fanáticos de plantão devem ficar atentos. Se essa paixão por algo for excessiva, a vida social do indivíduo pode estar em perigo. Porém, muitas amizades podem surgir a partir desse fanatismo.

“Algumas pessoas convivem com outras em virtude de terem interesses em comum. Então o que pode ser fanatismo aos olhos de um, pode ser adequado aos olhos de outros. Depende de onde se olha”, explicou a psicóloga.

Sucesso entre as mulheres

Com mais de 15 anos de carreira, Latino é um dos cantores mais conhecidos da música pop brasileira. Seu fã-clube é formado por mulheres de todas as idades e capazes de fazer muitas loucuras. “Recentemente, eu dei a mão para uma menina e ela me mordeu com tanta força que acabou machucando”, relatou.

O cantor, dono de hits como “Festa no Apê” e “ Me Leva”, contou que não sabe ao certo qual o segredo para se ter fãs. Mas diz que talvez um dos motivos que levou ele a ter vários fã-clubes foi a alegria que ele acredita passar durante os shows. Além disso, Latino afirmou tratar todas as fãs de forma carinhosa.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

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É café que não acaba!

Uma pesquisa feita pelo LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola) e divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o café ainda é o principal produto capixaba marcando um aumento de +31,25% na produção. O Estado é responsável por 25% do cultivo deste produto no Brasil.
Outro produto que teve destaque na pesquisa foi o alho que tem previsão de aumento de +232,56%. A atratividade dos preços justifica o espaço que o produto esta tendo.

A
pesquisa ainda prevê crescimento na produção de outros produtos, até o final de suas safras: Café em grão (+31,25%), Batata-inglesa (2ª safra) (+25,79%), Banana (+20,30%) e Laranja (+19,99%). Por outro lado, nota-se maior queda para a produção de Mandioca (-17,40%).
O café continua sendo o produto capixaba com maior participação na produção nacional (26,4%), com aumento de +31,25% na produção. “A maior parte continua sendo destinada ao cultivo do café, e, segundo as previsões, mais de 90% de sua área plantada será colhida”, afirma a Presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, Ana Paula Vitali Janes Vescovi.

Os municípios de Jaguaré, Vila Valério, Sooretama, Nova Venécia, Pinheiros, Linhares e Rio Bananal são os que mais se destacam produção de café.

Conilon x Arábica
O Café Arábico é destaque na região de montanhas e Brejetuba continua sendo o município responsável pela maior produção. Já o Conilon, tem grande parte de seu cultivo nas mesorregiões Noroeste e Litoral Norte e em Jaguaré se concentra a maior parte de sua produção.
Devido à facilidade de cultivo, o Conilon tem uma produção maior. Seus grãos são menores e a polpa é menos espessa, além de ser mais barata a produção. Porém, o sabor do arábica é mais completo quanto ao aroma, doçura e acidez. Já o Conilon tem um paladar mais neutro e amargo.
100 anos de Conilon
O Espírito Santo comemora neste ano os 100 anos da chegada do Café Conilon. O responsável por trazer o produto foi Jerônimo Monteiro. O primeiro município a produzir mudas e a plantar foi São Gabriel da Palha, incentivado pelos ex-prefeitos Eduardo Glazar e Dario Martinelli.
O Conilon ganhou espaço na economia capixaba com a crise da erradicação das lavouras de arábica, em 1975, quando eram produzidas 200 mil sacas do produto.
Quer ficar por dentro de tudo que acontece na agricultura capixaba? clique aqui e conheça o site da Faes (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Espirito Santo)

Minhas apostas para o VMA 2011

A melhor premiação de clipes dos Estados Unidos acontece hoje, 28, em Los Angeles e será transmitida pela MTV Brasil. Os indicados foram anunciados há um mês mas só agora fiz minhas apostas. Confiram:

Clipe do Ano: Katy Perry – "Firework"

Melhor Videoclipe Feminino - Beyoncé - "Run The World (Girls)" - Lady Gaga – 'Born This Way'

Melhor Videoclipe Masculino - Cee Lo Green - "Fuck You" - Justin Bieber – ‘U Smile’

Melhor Videoclipe de Hip Hop - Nicki Minaj - "Super Bass"

Melhor Novo Artista - Wiz Khalifa - "Black and Yellow" - Tyler, The Creator – 'Yonkers'

Melhor Videoclipe Pop - Britney Spears - "Till The World Ends"

Melhor Videoclipe de Rock - Foo Fighters – "Walk"

Melhor Colaboração - Pitbull feat. NE-YO, Nayer & Afrojack - "Give Me Everything" - Katy Perry e Kanye West - 'E.T.'

Melhor Direção de Arte - Lady Gaga - "Judas" - Adele – ‘Rolling in the Deep’

Melhor Coreografia - LMFAO feat. Lauren Bennett & GoonRock - "Party Rock Anthem" - Beyoncé – 'Run the World (Girls)'

Melhor Direção de Fotografia - Beyoncé - "Run The World (Girls)" - Adele – ‘Rolling in the Deep’

Melhor Direção - Katy Perry feat. Kanye West - "E.T." -

Melhor Edição - Katy Perry feat. Kanye West - "E.T." - Adele – ‘Rolling in the Deep’

Melhores Efeitos Especiais - Katy Perry feat. Kanye West - "E.T."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

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Você tem medo do transporte que utiliza?


Uma pesquisa sobre locomoção urbana feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) junto ao Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) apontou que mais de 50% da população tem medo de sofrer um acidente ou ser assaltado utilizando o meio de locomoção que mais usa entre sua residência e seu local de trabalho ou estudo.

Os que mais se preocupam com assaltos ou acidentes são os usuários de motocicleta, como é o caso do técnico de informática Paulo André dos Santos Lima, 25, que mora em Vila Velha e trabalha em Vitória. Ele reconhece que a moto, por ser um veículo ágil, acaba sendo o meio de transporte mais requisitado por assaltantes.

“Quanto aos acidentes, considero toda a segunda ponte e a Rodovia Carlos Lindemberg como os trechos mais perigosos do meu trajeto. Já no quesito assalto, em frente ao Clube Náutico Brasil existe um semáforo que demora muito para abrir, esse seria o trecho mais propício aos assaltos”, afirma.

A pesquisa ainda mostra que os que menos se preocupam são aqueles que se locomovem à pé.

Mulheres têm mais medo

Para as mulheres, o medo de ser assaltada ou de sofrer um acidente é maior. 55% delas têm medo “sempre” ou “na maioria das vezes”. A universitária Fabiana Nunes, 18, comprova o estudo. “Sinto muito medo de assaltos e o horário que me acho mais vulnerável aos assaltantes é a noite, quando volto do curso”, diz.

Nas periferias – cidades da região metropolitana das capitais –, 69% da população tem medo “sempre” ou “na maioria das vezes” de assalto e 61% de acidente, quanto utiliza seu principal meio de locomoção. O medo é menor nas capitais (59% para assalto e 55% para acidente) e nas cidades do interior (44% para assalto e 45% para acidente).

Com relação às regiões geográficas do País, a Região Sul tem o menor percentual de pessoas com medo “sempre” ou “na maioria das vezes” que usa seu principal meio de locomoção: 37% de assalto e 33% de acidente.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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Conheça o cotidiano de estudantes que moram em repúblicas

Todo universitário tem um colega que mora em uma república. Essas acomodações geralmente são bagunçadas, e a república onde o estudante de Jornalismo Acácio Rodrigues mora não é diferente. Já a república da aluna Danielle Saquetto é arrumada, pois conta com uma faxineira toda semana, o que facilita a vida dela e das moradoras.

São estudantes que vieram de outros lugares à procura de um ensino melhor, já que muitas cidades não têm faculdades ou cursos de interesse deles. Buscando gastar menos, optam morar em repúblicas, dividindo o espaço com vários outros jovens.
Rodrigues é especialista no assunto. Saiu da cidade de Rio Novo do Sul aos 15 anos e foi morar em uma república em Alegre. Com ele moravam 16 pessoas, divididas em oito quartos. Mais tarde, essa república foi reduzida a apenas seis pessoas. Há três anos Acácio se mudou para outra república, em Vitória, onde mora junto com sete pessoas. Já Danielle é mais nova no assunto: saiu de Colatina e veio para Vitória fazer faculdade apenas no ano passado.
Bagunças
Sobre a divisão das tarefas os dois dizem que em suas repúblicas cada um é responsável por suas bagunças e nas duas paga-se uma faxineira para a limpeza. Na república de Rodrigues, não há limpeza dos quartos, e o próprio fica responsável por isso.
Danielle tem o direito de receber quem quiser, mas no caso de visitantes que vão permanecer por um tempo maior, este fato deve ser avisado com antecedência às outras moradoras. Já na de Rodrigues é bem diferente: visitas do sexo oposto ao do "republicano" não são permitidas. Quanto ao horário, nas duas repúblicas não existem limites.
Na divisão de contas, em ambas tudo é dividido igualmente entre os moradores. Danielle não acha o custo de vida alto, mas Rodrigues acha um absurdo o que ele gasta hoje comparado aos gastos na antiga república. “Em Alegre, o preço da casa era 350 reais mais a luz, dividindo tudo entre seis. Hoje, pago 300 reais de aluguel, mais 20 reais da faxineira e uns 40 reais de internet e luz”, contou.
Rodrigues e Danielle foram obrigados a aprender a cozinhar. Mas quando a preguiça não deixa, ele prefere procurar o restaurante mais próximo. E sempre existe o miojo, que é o salvador de todos.