Uma pesquisa sobre locomoção urbana feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) junto ao Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) apontou que mais de 50% da população tem medo de sofrer um acidente ou ser assaltado utilizando o meio de locomoção que mais usa entre sua residência e seu local de trabalho ou estudo.
Os que mais se preocupam com assaltos ou acidentes são os usuários de motocicleta, como é o caso do técnico de informática Paulo André dos Santos Lima, 25, que mora em Vila Velha e trabalha em Vitória. Ele reconhece que a moto, por ser um veículo ágil, acaba sendo o meio de transporte mais requisitado por assaltantes.
“Quanto aos acidentes, considero toda a segunda ponte e a Rodovia Carlos Lindemberg como os trechos mais perigosos do meu trajeto. Já no quesito assalto, em frente ao Clube Náutico Brasil existe um semáforo que demora muito para abrir, esse seria o trecho mais propício aos assaltos”, afirma.
A pesquisa ainda mostra que os que menos se preocupam são aqueles que se locomovem à pé.
Mulheres têm mais medo
Para as mulheres, o medo de ser assaltada ou de sofrer um acidente é maior. 55% delas têm medo “sempre” ou “na maioria das vezes”. A universitária Fabiana Nunes, 18, comprova o estudo. “Sinto muito medo de assaltos e o horário que me acho mais vulnerável aos assaltantes é a noite, quando volto do curso”, diz.
Nas periferias – cidades da região metropolitana das capitais –, 69% da população tem medo “sempre” ou “na maioria das vezes” de assalto e 61% de acidente, quanto utiliza seu principal meio de locomoção. O medo é menor nas capitais (59% para assalto e 55% para acidente) e nas cidades do interior (44% para assalto e 45% para acidente).
Com relação às regiões geográficas do País, a Região Sul tem o menor percentual de pessoas com medo “sempre” ou “na maioria das vezes” que usa seu principal meio de locomoção: 37% de assalto e 33% de acidente.
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