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| Palestra sobre jornalismo literário. Fotos: Flávio Carvalho |
Quem pensa que jornalismo se resume à correria e a fazer o lide tradicional, onde o jornalista deve informar qual é o fato jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre, está muito enganado. A jornalista Donna Oliveira mostrou aos alunos de Comunicação Social da Faesa um novo jeito de se fazer jornalismo.
Os “inconformados com o lide tradicional”, como disse Donna na palestra, devem seguir os sete patamares do jornalismo literário, que são: imersão, humanização, responsabilidade, exatidão de dados, criatividade/estilo, digressão e simbolismo.
Uma das técnicas usadas pelos autores de jornalismo literário é a descrição de feições, lugares, objetos, temperamento, atmosfera, estilo de vida e status. Dessa forma, é possível que os leitores criem em sua mente o personagem que está sendo descrito.
Um bom autor, de acordo com Donna, não é só aquele que tem visão crítica da mídia, mas também é aquele que estuda o tempo todo, lê histórias e não depende das novas tecnologias. Mas, acima de tudo, é o que busca o universal no singular e vice-versa, acreditando no humano como protagonista das soluções e problemas do mundo.
Para quem curte o tema, Donna indica o livro “O olho da rua”, de Eliane Brum. No livro, a autora faz reflexões sobre seu trabalho como repórter. Em cada reportagem apresentada, a jornalista escreve um texto sobre os dilemas enfrentados, as escolhas que fez e os erros cometidos.
Palestrante

Donna de Oliveira formou-se na Faesa, em 2009, e é dona do site Panela Literária, onde cria perfis de poetas capixabas. A página virtual é resultado do seu TCC, que teve orientação da professora Emilia Manente. Um dos “cardápios” da panela é a seção Panelinha, onde os internautas podem “provar” o sabor de alguns poemas. Já em Artigos, é possível encontrar artigos da autora.
Atualmente, Donna faz pós-graduação na área de jornalismo literário em São Paulo.

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