Todo universitário tem um colega que mora em uma república. Essas acomodações geralmente são bagunçadas, e a república onde o estudante de Jornalismo Acácio Rodrigues mora não é diferente. Já a república da aluna Danielle Saquetto é arrumada, pois conta com uma faxineira toda semana, o que facilita a vida dela e das moradoras.
São estudantes que vieram de outros lugares à procura de um ensino melhor, já que muitas cidades não têm faculdades ou cursos de interesse deles. Buscando gastar menos, optam morar em repúblicas, dividindo o espaço com vários outros jovens.
Rodrigues é especialista no assunto. Saiu da cidade de Rio Novo do Sul aos 15 anos e foi morar em uma república em Alegre. Com ele moravam 16 pessoas, divididas em oito quartos. Mais tarde, essa república foi reduzida a apenas seis pessoas. Há três anos Acácio se mudou para outra república, em Vitória, onde mora junto com sete pessoas. Já Danielle é mais nova no assunto: saiu de Colatina e veio para Vitória fazer faculdade apenas no ano passado.
Bagunças
Sobre a divisão das tarefas os dois dizem que em suas repúblicas cada um é responsável por suas bagunças e nas duas paga-se uma faxineira para a limpeza. Na república de Rodrigues, não há limpeza dos quartos, e o próprio fica responsável por isso.
Danielle tem o direito de receber quem quiser, mas no caso de visitantes que vão permanecer por um tempo maior, este fato deve ser avisado com antecedência às outras moradoras. Já na de Rodrigues é bem diferente: visitas do sexo oposto ao do "republicano" não são permitidas. Quanto ao horário, nas duas repúblicas não existem limites.
Na divisão de contas, em ambas tudo é dividido igualmente entre os moradores. Danielle não acha o custo de vida alto, mas Rodrigues acha um absurdo o que ele gasta hoje comparado aos gastos na antiga república. “Em Alegre, o preço da casa era 350 reais mais a luz, dividindo tudo entre seis. Hoje, pago 300 reais de aluguel, mais 20 reais da faxineira e uns 40 reais de internet e luz”, contou.
Rodrigues e Danielle foram obrigados a aprender a cozinhar. Mas quando a preguiça não deixa, ele prefere procurar o restaurante mais próximo. E sempre existe o miojo, que é o salvador de todos.
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