Uma pesquisa feita pelo LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola) e divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o café ainda é o principal produto capixaba marcando um aumento de +31,25% na produção. O Estado é responsável por 25% do cultivo deste produto no Brasil.
Outro produto que teve destaque na pesquisa foi o alho que tem previsão de aumento de +232,56%. A atratividade dos preços justifica o espaço que o produto esta tendo.
A pesquisa ainda prevê crescimento na produção de outros produtos, até o final de suas safras: Café em grão (+31,25%), Batata-inglesa (2ª safra) (+25,79%), Banana (+20,30%) e Laranja (+19,99%). Por outro lado, nota-se maior queda para a produção de Mandioca (-17,40%).
O café continua sendo o produto capixaba com maior participação na produção nacional (26,4%), com aumento de +31,25% na produção. “A maior parte continua sendo destinada ao cultivo do café, e, segundo as previsões, mais de 90% de sua área plantada será colhida”, afirma a Presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, Ana Paula Vitali Janes Vescovi.
Os municípios de Jaguaré, Vila Valério, Sooretama, Nova Venécia, Pinheiros, Linhares e Rio Bananal são os que mais se destacam produção de café.

Conilon x Arábica
O Café Arábico é destaque na região de montanhas e Brejetuba continua sendo o município responsável pela maior produção. Já o Conilon, tem grande parte de seu cultivo nas mesorregiões Noroeste e Litoral Norte e em Jaguaré se concentra a maior parte de sua produção.
Devido à facilidade de cultivo, o Conilon tem uma produção maior. Seus grãos são menores e a polpa é menos espessa, além de ser mais barata a produção. Porém, o sabor do arábica é mais completo quanto ao aroma, doçura e acidez. Já o Conilon tem um paladar mais neutro e amargo.
100 anos de Conilon
O Espírito Santo comemora neste ano os 100 anos da chegada do Café Conilon. O responsável por trazer o produto foi Jerônimo Monteiro. O primeiro município a produzir mudas e a plantar foi São Gabriel da Palha, incentivado pelos ex-prefeitos Eduardo Glazar e Dario Martinelli.
O Conilon ganhou espaço na economia capixaba com a crise da erradicação das lavouras de arábica, em 1975, quando eram produzidas 200 mil sacas do produto.
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