É comum no dia-a-dia vermos o uso de fones de ouvido. Com o advento dos aparelhos de ouvir música, muitas pessoas passaram a ficar mais desligadas da realidade. É normal vermos pessoas isoladas e rendidas ao seu mp3. Mas é bom lembrar que apesar dele levar o prazer que o usuário necessita, pode trazer problemas sociais e de saúde ao indivíduo.Se já não bastasse os problemas auditivos relacionados ao cotidiano da cidade, agora se destaca nas clínicas a reclamação de perda da audição devido aos mp3 e suas variáveis. Apesar de pequenos, esses aparelhos podem ter um volume máximo igual a de uma britadeira.
No geral, a exposição tolerada é de no máximo oito horas diárias a ruído, contínuo ou alternado, com média considerada por hora de 85 decibéis (unidade de medida para sons), ou seja, superior a esse número o ruído já pode causar lesões auditivas. No caso do uso de fones de ouvido, o correto é usar menos da metade da potência do aparelho, pois há variações de marcas e modelos. Além de não ultrapassar o tempo de duas horas contínuas de exposição.
Os fones de inserção são mais perigosos ainda para a audição, já que potencializam o som. Esses fones, criados para serem postos dentro do ouvido, têm o problema de enviarem toda a energia diretamente para dentro do canal auditivo. É importante estar atento ao volume, tempo de uso diário e a sensibilidade individual para essa exposição. Se ao desligar o aparelho, o usuário ter uma sensação de perda auditiva passageira, já deve ficar atento.
Alguns sintomas que podem indicar um possível problema auditivo são: dificuldade em saber de onde vêm os sons; costume de pedir para que os outros repitam o que falaram; reclamação de que você não escuta bem; mania de deixar aparelhos eletrônicos num volume mais elevado que outras pessoas; dificuldade em entender diálogos com ruídos no ambiente em que se encontra; e dificuldade em acompanhar conversas em grupo.
Se uma pessoa estiver com mais de três desses sintomas, ela está com uma diminuição auditiva. Sendo necessária a procura de um Otorrinolaringologista para que ele faça os procedimentos necessários e possa detectar possíveis lesões auditivas. “Quanto mais cedo o diagnóstico menor serão as chances de uma surdez”, orienta a fonoaudióloga Deborah Fonteles.
Além da perda auditiva, o uso de fones torna a pessoa mais desatenta, podendo provocar acidentes e o isolamento da pessoa. A estudante Camilla Gomes, do 2º Período de Jornalismo, utiliza o transporte universitário para chegar à faculdade e diz que já foi motivo de piadas por ouvir som alto e se isolar do resto dos usuários do veículo. “Já fui chamada de autista”, diz Camilla.
E essa foi mais uma matéria postada por mim no Faesa Digital.
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