O graffiti é considerado uma das formas artísticas mais expressivas da arte pós-moderna. Ligado à cultura hip-hop, ele está presente em todas as cidades, dando o colorido que todo centro urbano precisa.A arte do graffiti surgiu a partir da década de 60 em NewYork, EUA. E iniciou-se com a escrita ou “tag”, assinatura do artista, nas estações de metrô. A princípio era feita com marcadores e, posteriormente, houve o advento dos spraies. Passando também a ser difundida em mais lugares.
Com o tempo, o graffiti conquistou a indústria, que passou a produzir bicos de spraies adaptados para esse público. Durante esse período, os filmes passaram a retratar o graffiti nas filmagens, ajudando na divulgação dessa arte.
"É muito amplo definir a origem dessa arte, já que ela nasceu na rua. Há uma diversidade muito grande nos estilos e ainda há discriminação com ela, pela forma de expressão audaciosa", relata o grafiteiro capixaba, Ficore.
Sobre a questão da ilegalidade, é complicado para os grafiteiros, já que algumas vezes eles utilizam paredes sem a autorização dos donos. E quando voltam para registrar a obra, ela foi apagada. Os palestrantes não consideram a pixação como vilões, pois, ambos, saíram da mesma vertente, apenas as propostas que são diferentes. Para eles é mais importante se expressar.
O graffiti exige estudo das técnicas e da história para poder determinar o estilo do grafiteiro. Às vezes, a linguagem utilizada só será entendida pelos grafiteiros, pois a princípio a letra era utilizada para marcar território.
O graffiti no Espírito Santo
Já no Espírito Santo, o graffiti surgiu nos anos 80 e ganhou força a partir dos anos 90. Grande parte das pinturas era feita com rolo e látex. Não existia o uso do spray. Nesse período, foi criado o primeiro grupo de amigos, a União dos Grafiteiros Independentes (UGI) formado por B-Boys, garotos que praticam o breakdance, ligados ligados ao hip-hop.
Nos anos 2000, alguns grafiteiros do Estado passaram a desistir da atividade por não terem condições financeiras para comprar as tintas. Outros saíram do Estado em busca de informações e novas técnicas. Os materiais utilizados, atualmente, são os spraiers e os caps, bicos introduzidos às latas, para aplicação do spray.
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