quarta-feira, 7 de agosto de 2013

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"Minha mãe defende o Brasil"

Tenente Jaqueline e Major Alessandra
Foto: Flávio Carvalho
Os militares são conhecidos por esconderem na farda seus medos, inseguranças e saudades. Mas essa premissa foi quebrada no terceiro dia do Curso de Extensão de Correspondente de Assuntos Militares (CECAM), realizado no 38º Batalhão de Infantaria. A major Alessandra e a tenente Jaqueline Vidal, que ministraram a conferência sobre “A mulher no Exército Brasileiro”, se emocionaram ao falar do filho que considera a mãe uma heroína do Brasil e do pai que não teve a oportunidade de ver a filha fardada.

As duas estão entre as sete mil mulheres que fazem parte do Exército Brasileiro e que desejaram servir à Pátria amada voluntariamente como militares de carreira ou temporárias. Durante a conferência, elas falaram da atuação e história da mulher no exército. Porém, o ponto alto do evento foi quando as duas mostraram que dentro de uma farda do exército existe um ser humano.

Quando os amigos do pequeno Rafael, filho da major Alessandra, perguntam para ele o que a mãe faz da vida, o garoto responde orgulhoso: “Minha mãe defende o Brasil”. Os olhos da major chegam a brilhar quando ela relata a situação. Rafael sabe que o Brasil é grande, mas não tem ideia de que a mãe defende o quinto maior país do mundo em área territorial.

A tenente Jaqueline Vidal até tentou segurar o choro, só que a saudade do pai militar foi maior. A educação rígida dada em casa nem sempre a agradou, mas hoje ela entende o lado do pai e se emociona ao lembrar-se da primeira vez que vestiu a farda. “Eu lembrei do meu pai. A minha primeira continência foi para ele”.

Jaqueline é bacharel em Letras – Espanhol e agradece a uma prima por ter se inscrito no concurso para atuar como militar temporária no Exército Brasileiro.  Ela sabia que o militarismo estava no sangue e com o tempo descobriu uma paixão. Só tinha dúvida se a roupa de militar ficava bem nela, mas não demorou muito para a sinceridade de uma criança confirmar que a farda deixava Jaqueline ainda mais bonita.

Já a major Alessandra tentou o concurso para oficial de carreira junto com uma amiga, que foi a responsável por alertá-la sobre a vaga. O inesperado aconteceu, Alessandra foi aprovada e a amiga não.

História da mulher no Exército Brasileiro
Maria Quitéria de Jesus
Maria Quitéria de Jesus lutou pela independência do Brasil em 1823 e foi a primeira mulher a assentar praça em uma Unidade Militar. Ela se disfarçou de homem para lutar por nossa independência e, quando confessou ser mulher, foi aceita pelo Exército

Entretanto, somente em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres oficialmente ingressaram no Exército Brasileiro. 73 foram formadas para atuarem como enfermeiras durante a guerra. Entre elas estava a major Elza, conhecida por ser a primeira voluntária brasileira a se alistar.


A partir de 1992, a Escola de Administração do Exército (Salvador - BA) passa a admitir mulheres e em 1996 é criado o serviço militar feminino voluntário. Já no Instituto Militar de Engenharia – IME as mulheres só foram entrar em 1997. A Escola de Saúde do Exército em 2001, permitiu a inscrição de mulheres para participar do concurso público para o preenchimento de vagas no Curso de Sargento de Saúde que passou a funcionar em 2002.

No curso de paraquedismo, as mulheres só conseguiram se formar em 2009. Já no ano de 2010, elas concluem o curso de guerra na selva e, somente em 2011, entram para a Escola de Comando do Estado Maior do Exército (Eceme).

A mulher que pretende seguir carreira militar pode prestar concurso de âmbito nacional para três escolas militares: Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), Escola de Saúde do Exército (EsSEx) e Instituto Militar de Engenharia (IME). Já a mulher que deseja ingressar no Exército como oficial ou sargento temporário deverá participar da seleção realizada pelas Regiões Militares. A patente mais alta que pode ser ocupada por uma mulher é a de coronel.

Recentemente, a Presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei para que sejam abertas vagas às mulheres em todas as carreiras militares, dentro das Armas, Quadros e Serviços. Com a lei, dentro de um prazo de cerca de cinco anos, as seleções do Exército Brasileiro para a EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército) e para a Escola de Sargentos das Armas (EsSA) abrirão vagas para ambos os sexos.

domingo, 16 de setembro de 2012

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Construídos para tornar a cidade mais verde


Parque Pedra da Cebola. Fotos: Flávio Carvalho

Em meio à movimentada Avenida Fernando Ferrari e aos grandes prédios dos bairros nobres de Vitória, o Parque Pedra da Cebola se destaca pela enorme área verde. Lugar disponível para a prática de diversos esportes e para passeios de família e amigos, o “Central Park capixaba” é só um dos mais de dez parques existentes na capital. Domina-se parque todo espaço público de lazer ou de conservação que contém vegetação, qualquer que seja o seu porte, seja um pátio ou uma área com milhares de metros quadrados.

Os parques urbanos da capital contam com vários elementos urbanísticos, como banheiros públicos, campo de futebol de areia, campo de futebol, campo de beisebol, anfiteatro, auditório, playground, base operacional, Centro de Educação Ambiental, módulo do Serviço de Orientação ao Exercício, Academia Popular da Pessoa Idosa, Academia Popular, módulos comerciais, lagos, fontes, estacionamento interno, mas nem todos esses elementos são encontrados em todos os parques.

A Coordenadora de Parques Urbanos da Prefeitura Municipal de Vitória, Mirian Bragança Sardenberg, contou alguns objetivos da criação dos parques da capital. “Conservar, proteger, diversificar, ampliar e recuperar a cobertura vegetal, valorizar a paisagem local, além de propiciar condições de bem estar à população”.

A jornalista Melissa Boechat, 35, foi ao Parque Pedra da Cebola pela primeira vez e adorou. “O local é seguro. Todo mundo aqui está passando uma tarde agradável e a gente não vê isso comumente. É um ambiente que a gente pode vir, trazer as coisas e se divertir ao nosso modo, à vontade. Além do fato de ser um programa gratuito”, explicou. Melissa não estava sozinha. Junto dela estavam as amigas Debiane, Arllieny e Meiry, a responsável por levar todas para o piquenique no parque. Elas estavam com os filhos e gostaram do espaço destinado às crianças.

Outros parques urbanos de Vitória que se destacam entre as residências e prédios da capital são o de Barreiros, localizado em Itararé; Horto de Maruipe, em Maruipe; Parque Moscoso, no Centro; Parque Mangue Seco, em Andorinhas e o Parque Fazendinha, em Jardim Camburi.

A Coordenadora de Parques Urbanos da Prefeitura Municipal de Vitória afirmou que três parques estão em fase de implantação. São esses: Parque São Benedito, Parque Barão de Monjardim e Parque Chácara Paraíso.

Parques ambientais

Além dos parques urbanos, existem os parques naturais. Diferente dos anteriormente citados, esses parques não sofreram a intervenção do homem. Apenas foram feitas passagens para que os visitantes possam transitar. Nessa categoria se encontra o Parque Estadual da Fonte Grande, localizado no Maciço Central da Ilha de Vitória. A área oferece uma vista fantástica de Vitória, Vila Velha e Cariacica. Outro parque natural é o Parque Gruta da Onça, que fica no Centro.

Entre os diversos serviços, programas e projetos oferecidos pela Prefeitura Municipal de Vitória está o Vitória Digital. O objetivo do programa é promover a inclusão digital, apoio ao turista e o desenvolvimento econômico por meio de uma rede pública de acesso à internet. Infelizmente, o estudante Giuseppe Cavatti, 17, não pôde utilizar a internet gratuita no Parque Pedra da Cebola, já que o Vitória Digital não estava funcionando.

O subsecretário da Secretaria de Trabalho e Geração de Renda, Hugo Tofoli, explicou que o sinal do Vitória Digital está localizado nas proximidades da administração do parque e, para identificar melhor o funcionamento da rede, seria necessário que o munícipe caminhe para próximo da administração. “Quando o morador encontrar alguma dificuldade para se conectar à rede, em qualquer dos 10 pontos hoje instalados, ele deve relatar o problema no 156 para verificação”, orientou. 

Além do Parque Pedra da Cebola, o Vitória Digital também é oferecido no Parque Moscoso e no Parque Baía Noroeste, localizado no bairro Santo André.

sábado, 9 de junho de 2012

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Essa parada é arte?

Giu Dias fazendo a sua arte de rua. Foto: Flávio Carvalho
Uma manifestação artística tem colorido muros, escadarias, madeirites de obras, pracinhas e parques da cidade. São pessoas que buscam manifestar ideias através de bonecos, frases e traços coloridos. É a arte do graffiti, considerada uma das formas artísticas mais expressivas da arte pós-moderna.  

Apesar do preconceito com a arte de rua, os grafiteiros tentam conquistar a sociedade e mostrar que essa arte é saudável e não faz apologia negativa. Eles estão preocupados em fazer um trabalho que não seja mal visto pelo resto da população e sempre buscam o respeito, evitando fazer a arte em locais privados e que possam causar problemas.

Giu Dias é professor de graffiti no Centro de Referência da Juventude, na Ilha de Santa Maria em Vitória, e durante as aulas tenta passar para os alunos como ele conseguiu trabalhos e reconhecimento através da arte de rua. “Mostro para eles esse novo horizonte. Com o graffiti você pode trabalhar, conquistar e ser alguém na vida”.

Guilherme de Oliveira, 16, é um dos alunos de Dias e tem muitas expectativas para quando terminar o curso. O jovem pretende arranjar trabalhos e mostrar para a sociedade que ele não está ali para sujar a cidade. Oliveira quer que as pessoas vejam os desenhos que ele fizer como uma arte e quer que seu graffiti mude a vida de quem ver.

Para o psicólogo Ronaldo Marangoni, essa reação não acontece de forma simples. “Não é simplesmente olhar e se alterar. Mas, ao mesmo tempo, a arte pode fazer com que as pessoas alarguem seus processos de perspectiva de vida. E, de certa forma, amplie a visão que o indivíduo tem do mundo e altere essa visão. Isto pode de certa forma ajudá-lo a lidar com seus problemas do cotidiano”, completa.

Graffiti x pichação
Apesar de estarem interligados, já que o graffiti nasceu a partir da pichação, grafiteiros e pichadores, na maioria das vezes, têm objetivos diferentes. O pichador não se importa se a sociedade vai gostar do trabalho que ele fez. Geralmente a pichação é formada por letras de forma simples, que possuem só um traço, sem cor e com algumas modificações.

Já o grafiteiro quer que o graffiti seja apreciado pela sociedade. Para isso, ele faz uma arte colorida, trabalhada e que leve uma mensagem. “O graffiti é um lance mais artístico e já se adaptou ao desenho. Você já vê realismo, referência de ilustração e cartoon”, contou Giu. Ele ainda lembrou que o Brasil é o único lugar do mundo onde existe essa separação.  

O professor de graffiti considerou que existem letras da pichação que são muito trabalhadas e que para ele podem ser consideradas arte. Por isso, ele disse que cabe à sociedade, já que é ela quem vê a manifestação no seu cotidiano, decidir se aquele trabalho é arte ou não.

História
O graffiti surgiu na década de 60 em Nova Iorque, Estados Unidos. A arte nasceu da escrita ou “tag” (assinatura) do artista, nas estações de metrô. A princípio era feita com marcadores e, posteriormente, houve o advento dos sprays. Com o tempo, o graffiti conquistou a indústria, que passou a produzir bicos de spray adaptados para esse público. Durante esse período, os filmes passaram a divulgar o graffiti nas filmagens.

A arte de rua chegou no Espírito Santo nos anos 80 e só ganhou força a partir dos anos 90. Na época, grande parte das pinturas era feita com rolo e látex. O primeiro grupo surgiu nesse período e se chamava União dos Grafiteiros Independentes (UGI). Os materiais utilizados, atualmente, são os spraiers e os caps, bicos introduzidos às latas, para aplicação do spray. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

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Circo para todos!

Raul Gregório Nogueira. Fotos: Flávio Carvalho
São quase seis anos de estrada, mas parece que foi ontem que Raul Gregório Nogueira estava em Aparecida do Taboado, Mato Grosso do Sul, para montar pela primeira vez a tenda do próprio circo. Depois de se separar do pai para trabalhar em grandes companhias, que possibilitaram viagens para quase todos os cantos do mundo, o ex-artista circense aproveitou um prêmio dado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte) para criar o Circo Popular. 

A relação que a família de Gregório tem com o picadeiro foi fundamental para que ele levasse o prêmio da Funarte. O dono do Circo Popular faz parte da quarta geração de palhaços da família. A fundação percebeu que alguém que fazia parte desse mundo de magia estava fora do país por falta de apoio e deram a oportunidade que ele precisava para fazer os brasileiros rirem. O objetivo do prêmio dado ao dono do Circo Popular é levar para todo o país um espetáculo bom e barato. Uma forma de fazer com que todos os brasileiros tenham acesso à diversão. 

Formado por chilenos e brasileiros, o circo já passou por diversos estados e possui 20 artistas que vivem em constante adrenalina. Já que por se tratarem de uma companhia pequena, os integrantes têm que fazer de tudo um pouco. “Todo mundo aqui monta e desmonta o circo. O mesmo que está lá trabalhando como palhaço, está vendendo pipoca. E nossa vida é assim constantemente”, afirmou. 

O Circo Popular tem atrações próprias e algumas fazem parte da tradição da família, como o palhaço e o globo da morte. Mas para ficar cada vez melhor, Gregório afirmou ver novas atrações do Circo de Soleil e, posteriormente, adaptá-las para o circo que ele administra. 

Um marco na história de alguns dos integrantes do Circo Popular foi quando participaram do desfile da Mocidade Independente de São Miguel, em 2002. “A gente atravessou o sambódromo rodando com cinco motos no globo da morte”, lembrou. Ouça o samba-enredo “O Grande Circo Místico”.


Para firmar o sucesso do circo, Gregório revelou que seus artistas primeiro sentem o público para depois definir como será a atuação. Essa receita deu certo em Jacaraípe. O sucesso foi tanto que, em vez de ficarem duas semanas com a tenda montada, eles se apresentaram por um mês no bairro.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

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A cruel indústria que forma famosos


O estrelato é acompanhado de muita ilusão e mentiras. Todo mundo acha que ser famoso é estar acima dos outros mortais. Reality shows que procuram o novo popstar mostram isso. Milhares de pessoas se inscrevem nesse tipo de programa com somente um intuito: terem total reconhecimento por aquilo que sonham em fazer pelo resto da vida. Porém, elas esquecem que apesar de muitos chegarem ao topo, poucos conseguem permanecer e suportar a pressão.

Polêmica é o sobrenome de participantes do BBB e A Fazenda. O desespero por mais 15 minutos de estrelato é tanto que eles pautam sites de fofoca como Ego e O Fuxico com matérias que beiram o ridículo. A população está cansada de ler que aquela subcelebridade almoçou ali e tomou sol acolá, mas todo mundo lê. Além disso, esses sites adoram um artista com pouca roupa ou que vive saindo de festas completamente bêbado.



Apesar de muitos buscarem clínicas de reabilitação, psicólogos e psiquiatras, por não aguentarem essa pressão da indústria, poucos acabam encontrando a cura, assim como qualquer outra pessoa. Alguns nem quiseram se tratar. Assim foi com a cantora britânica Amy Winehouse que disse “não” para reabilitação na letra do sucesso “Rehab”. Mesmo não precisando criar polêmicas para ser famosa, o fim chegou cedo para ela devido ao uso intenso de drogas. Com apenas 27 anos, Amy deixou família, amigos e fãs.



A série 90210 da CW tentou mostrar algumas das dificuldades Lowndes, era uma garota comum até ser descoberta como uma promissora atriz. A pressão imposta pela mãe e por toda essa indústria fez com que a “promissora atriz” ficasse obcecada

pelos trabalhos oferecidos. A personagem chegou a sofrer de bulimia e a usar drogas. Depois de um longo tratamento, foi considerada curada. de um artista jovem. A personagem Adrianna, da atriz Jessica

Episódios se passaram e Adrianna passou a ser a nova popstar da América. Gravou músicas, foi capa de revistas, virou de novo uma estrela. Problemas pessoais a deixavam vulneráveis e a indústria fonográfica não facilitou. Com novos artistas aparecendo na mídia, a “promissora cantora” foi deixada de lado. Ela não suportou. Quem suportaria tamanha rejeição? Novamente se envolveu com drogas e foi capaz de roubar letras de músicas de um cantor, com quem tinha tido uma relação amorosa, logo após ele ter sofrido um trágico acidente.

Adrianna voltou ao sucesso, mas a farsa não durou muito. Perdeu tudo que tinha, inclusive amigos, e foi literalmente chutada de vez pela mídia. Rejeitada, não demorou muito para que cometesse outras crueldades, além de pensar em cometer suicídio, o que acabou não ocorrendo.

Ainda em Los Angeles, só que agora falando da vida real, vivem as popstars Demi Lovato e Lindsay Lohan. Artistas talentosas que sofreram e, ainda sofrem, de problemas psicológicos decorrentes do sucesso. Cabem aos parentes, amigos e fãs ajudarem elas a superar os problemas. Britney Spears é um bom exemplo. Depois de cometer várias loucuras, hoje é uma ótima mãe.


A verdade é que não é preciso estar muito longe do nosso tempo, de Los Angeles e muito menos da ficção para que fatos como esse ocorram. Prova disso é o ex-cantor Rafael Ilha, que começou a carreira muito jovem, aos nove anos, fazendo pequenas participações em comerciais de TV. Sua vocação para o estrelato era tanta que aos 12 anos entrou para o Grupo Polegar. O grupo, fenômeno musical dos anos 80, explodiu em vendas. Foram mais de um milhão de cópias vendidas, em apenas três álbuns. Porém, Rafael não suportou tamanho sucesso.

Em entrevista dada ao jornal “O Dia”, em fevereiro deste ano, Rafael deu um conselho aos novos jovens do meio artístico. “Saber que é um mundo de ilusão: do mesmo jeito que você está em cima agora, depois pode estar embaixo. É um mundo muito frágil, sólido para poucos artistas”. De acordo com o jornal, Ilha usou drogas desde a idade em que ingressou no grupo. De início, começou cheirando cola e benzina, depois veio o mais temido dos entorpecentes, a cocaína.

Em três anos, Rafael Ilha já havia sido internado e sua presença no Polegar não durou muito. Aos 17, foi afastado do grupo e viu o namoro com a atriz Cristiana Oliveira acabar. Tudo por culpa do vício. Já adulto, foi preso ao assaltar uma mulher para comprar drogas. Nesse período, o cantor que estava nos palcos e vivia uma vida glamurosa, era um viciado em crack e havia “se mudado” para debaixo de um viaduto em São Paulo.

A vida de Rafael Ilha foi marcada por altos e baixos. Da mesma forma que o sucesso veio e lhe deu a oportunidade de viver coisas que pessoas, ditas normais, não poderiam. Esse mesmo sucesso foi responsável por dar uma rasteira, que poderia ser fatal. Em 2009, Ilha tentou cometer suicídio, usando um pedaço de vidro, dentro de um elevador, no condomínio onde morava a avó dele. Ainda em entrevista ao jornal, ele afirmou não usar drogas desde 2000.

Os famosos são como qualquer outra pessoa. Eles também sofrem com problemas psicológicos e com a pressão do dia a dia. Por isso, os artistas novos devem manter o pé no chão. Quanto a nós, “população normal” devemos vê-los com outros olhos. Julgá-los por estarem procurando as drogas para obter aquele apoio que não é dado a eles pela família ou pelos empresários que os formam, não é o caminho certo. Pobres coitados, demoraram a perceber que são apenas mais um produto da cruel indústria fonográfica. Eles devem buscar a conformidade. Afinal, tudo na vida é passageiro.

sábado, 15 de outubro de 2011

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Alunos aprendem sobre jornalismo literário

Palestra sobre jornalismo literário. Fotos: Flávio Carvalho
Quem pensa que jornalismo se resume à correria e a fazer o lide tradicional, onde o jornalista deve informar qual é o fato jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre, está muito enganado. A jornalista Donna Oliveira mostrou aos alunos de Comunicação Social da Faesa um novo jeito de se fazer jornalismo.

Os “inconformados com o lide tradicional”, como disse Donna na palestra, devem seguir os sete patamares do jornalismo literário, que são: imersão, humanização, responsabilidade, exatidão de dados, criatividade/estilo, digressão e simbolismo.

Uma das técnicas usadas pelos autores de jornalismo literário é a descrição de feições, lugares, objetos, temperamento, atmosfera, estilo de vida e status. Dessa forma, é possível que os leitores criem em sua mente o personagem que está sendo descrito.


Um bom autor, de acordo com Donna, não é só aquele que tem visão crítica da mídia, mas também é aquele que estuda o tempo todo, lê histórias e não depende das novas tecnologias. Mas, acima de tudo, é o que busca o universal no singular e vice-versa, acreditando no humano como protagonista das soluções e problemas do mundo.

Para quem curte o tema, Donna indica o livro “O olho da rua”, de Eliane Brum. No livro, a autora faz reflexões sobre seu trabalho como repórter. Em cada reportagem apresentada, a jornalista escreve um texto sobre os dilemas enfrentados, as escolhas que fez e os erros cometidos.

Palestrante


Donna de Oliveira formou-se na Faesa, em 2009, e é dona do site Panela Literária, onde cria perfis de poetas capixabas. A página virtual é resultado do seu TCC, que teve orientação da professora Emilia Manente. Um dos “cardápios” da panela é a seção Panelinha, onde os internautas podem “provar” o sabor de alguns poemas. Já em Artigos, é possível encontrar artigos da autora.

Atualmente, Donna faz pós-graduação na área de jornalismo literário em São Paulo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

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Feira de agricultura familiar movimenta Praça do Papa

Fotos: Flávio Carvalho
Cerca de 50 mil pessoas compareceram à 7ª Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Espírito Santo (Feafes), que aconteceu na Praça do Papa, em Vitória. A principal proposta do evento foi mostrar para a cidade o que a agricultura capixaba tem de melhor. Na feira, que aconteceu de 30 de setembro a 02 de outubro, foram comercializados produtos da agricultura familiar capixaba, movimentando negócios da ordem de R$ 1 milhão. O setor representa cerca de 80% das propriedades rurais e esse evento ajuda a promover o desenvolvimento do Estado.


Em 120 estandes, cooperativas, associações, grupos organizados, economia solidária, assentamentos e unidades produtivas do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) estiveram presentes para representar mais de 30 municípios capixabas.


Produtores de norte a sul do Estado mostraram os produtos característicos da agricultura familiar capixaba, que variam desde biscoitos, artesanatos até flores, para os moradores da Grande Vitória.

A feira foi organizada pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes).

Oportunidade

A produtora Rosecleide de Souza foi uma das expositoras e apresentou doces, pães, bolos e biscoitos. Além disso, ela representou um grupo de produtores de Muniz Freire que produzem conservas (picles e palmito), artesanatos, vinhos, sucos de uva e macarrão caseiro.

Rosecleide, que também participa de outras feiras do setor, como a GranExpoES, envia seus produtos à feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Espírito Santo há cinco anos, mas é o primeiro ano que está presente. Através da simpatia, ela conquistou muitos clientes. O estande da produtora não ficou parado um segundo sequer.


Com o lema “Abelha não faz mal, faz mel”, a família de apicultores vinda da região do Moxuara, em Cariacica, apresentou diversos produtos feitos com mel. “Nós temos mel, própolis, pólen, geleia real, sabonete de própolis e mel composto”, apresentou a produtora Carmen Rodrigues do Vale. Além disso, eles produzem meladinho composto, balas naturais de frutas e trabalham com eucalipto.

Convidados pelo Sindicato Rural de Cariacica para exporem os produtos, Carmen afirma que foi uma ótima oportunidade para a família, já que o mel é o meio de sobrevivência deles e o principal produto com o qual trabalham.

Capacitações

O Senar/ES (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e a Faes (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo) estiveram presentes no evento para fazer a demonstração de alguns produtos feitos nas capacitações oferecidas por eles.

O objetivo é divulgar o trabalho feito no Estado. “Estamos aqui divulgando nossos treinamentos para o público rural e também para o público urbano que normalmente não conhece o Senar e não sabe que esse serviço é oferecido”, declarou a coordenadora do Senar/ES, Tereza Zaggo.

As duas produtoras citadas na matéria participaram dos treinamentos oferecidos pela Faes em parceria com o Senar. Regina tem diploma de manipulação de alimentos e de produção de doces. Já a família de Carmen, todos também fizeram o treinamento de manipulação de alimentos, higiene pessoal e de apicultura.


Projeto agroecológico


Segundo Júlio Cezar Mendel, Vice-presidente da Fetaes, uma das atrações da feira foi a maquete do projeto de agroecologia PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), onde foram mostradas alternativas para que o produtor possa produzir sem afetar o meio ambiente e a própria saúde.

Além disso, o evento, que existe desde 2005, contou com shows regionais, apresentações culturais e praça de alimentação.

Confira um pedaço da apresentação do grupo Brasil Tambores: