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| Tenente Jaqueline e Major Alessandra Foto: Flávio Carvalho |
As duas estão entre as sete mil mulheres que fazem parte do Exército Brasileiro e que desejaram servir à Pátria amada voluntariamente como militares de carreira ou temporárias. Durante a conferência, elas falaram da atuação e história da mulher no exército. Porém, o ponto alto do evento foi quando as duas mostraram que dentro de uma farda do exército existe um ser humano.
Quando os amigos do pequeno Rafael, filho da major Alessandra, perguntam para ele o que a mãe faz da vida, o garoto responde orgulhoso: “Minha mãe defende o Brasil”. Os olhos da major chegam a brilhar quando ela relata a situação. Rafael sabe que o Brasil é grande, mas não tem ideia de que a mãe defende o quinto maior país do mundo em área territorial.
A tenente Jaqueline Vidal até tentou segurar o choro, só que a saudade do pai militar foi maior. A educação rígida dada em casa nem sempre a agradou, mas hoje ela entende o lado do pai e se emociona ao lembrar-se da primeira vez que vestiu a farda. “Eu lembrei do meu pai. A minha primeira continência foi para ele”.
Jaqueline é bacharel em Letras – Espanhol e agradece a uma prima por ter se inscrito no concurso para atuar como militar temporária no Exército Brasileiro. Ela sabia que o militarismo estava no sangue e com o tempo descobriu uma paixão. Só tinha dúvida se a roupa de militar ficava bem nela, mas não demorou muito para a sinceridade de uma criança confirmar que a farda deixava Jaqueline ainda mais bonita.
Já a major Alessandra tentou o concurso para oficial de carreira junto com uma amiga, que foi a responsável por alertá-la sobre a vaga. O inesperado aconteceu, Alessandra foi aprovada e a amiga não.
História da mulher no Exército Brasileiro
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| Maria Quitéria de Jesus |
Maria Quitéria de Jesus lutou pela independência do Brasil em 1823 e foi a primeira mulher a assentar praça em uma Unidade Militar. Ela se disfarçou de homem para lutar por nossa independência e, quando confessou ser mulher, foi aceita pelo Exército
Entretanto, somente em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres oficialmente ingressaram no Exército Brasileiro. 73 foram formadas para atuarem como enfermeiras durante a guerra. Entre elas estava a major Elza, conhecida por ser a primeira voluntária brasileira a se alistar.
Entretanto, somente em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres oficialmente ingressaram no Exército Brasileiro. 73 foram formadas para atuarem como enfermeiras durante a guerra. Entre elas estava a major Elza, conhecida por ser a primeira voluntária brasileira a se alistar.
A partir de 1992, a Escola de Administração do Exército (Salvador - BA) passa a admitir mulheres e em 1996 é criado o serviço militar feminino voluntário. Já no Instituto Militar de Engenharia – IME as mulheres só foram entrar em 1997. A Escola de Saúde do Exército em 2001, permitiu a inscrição de mulheres para participar do concurso público para o preenchimento de vagas no Curso de Sargento de Saúde que passou a funcionar em 2002.
No curso de paraquedismo, as mulheres só conseguiram se formar em 2009. Já no ano de 2010, elas concluem o curso de guerra na selva e, somente em 2011, entram para a Escola de Comando do Estado Maior do Exército (Eceme).
A mulher que pretende seguir carreira militar pode prestar concurso de âmbito nacional para três escolas militares: Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), Escola de Saúde do Exército (EsSEx) e Instituto Militar de Engenharia (IME). Já a mulher que deseja ingressar no Exército como oficial ou sargento temporário deverá participar da seleção realizada pelas Regiões Militares. A patente mais alta que pode ser ocupada por uma mulher é a de coronel.
Recentemente, a Presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei para que sejam abertas vagas às mulheres em todas as carreiras militares, dentro das Armas, Quadros e Serviços. Com a lei, dentro de um prazo de cerca de cinco anos, as seleções do Exército Brasileiro para a EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército) e para a Escola de Sargentos das Armas (EsSA) abrirão vagas para ambos os sexos.





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