domingo, 16 de setembro de 2012

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Construídos para tornar a cidade mais verde


Parque Pedra da Cebola. Fotos: Flávio Carvalho

Em meio à movimentada Avenida Fernando Ferrari e aos grandes prédios dos bairros nobres de Vitória, o Parque Pedra da Cebola se destaca pela enorme área verde. Lugar disponível para a prática de diversos esportes e para passeios de família e amigos, o “Central Park capixaba” é só um dos mais de dez parques existentes na capital. Domina-se parque todo espaço público de lazer ou de conservação que contém vegetação, qualquer que seja o seu porte, seja um pátio ou uma área com milhares de metros quadrados.

Os parques urbanos da capital contam com vários elementos urbanísticos, como banheiros públicos, campo de futebol de areia, campo de futebol, campo de beisebol, anfiteatro, auditório, playground, base operacional, Centro de Educação Ambiental, módulo do Serviço de Orientação ao Exercício, Academia Popular da Pessoa Idosa, Academia Popular, módulos comerciais, lagos, fontes, estacionamento interno, mas nem todos esses elementos são encontrados em todos os parques.

A Coordenadora de Parques Urbanos da Prefeitura Municipal de Vitória, Mirian Bragança Sardenberg, contou alguns objetivos da criação dos parques da capital. “Conservar, proteger, diversificar, ampliar e recuperar a cobertura vegetal, valorizar a paisagem local, além de propiciar condições de bem estar à população”.

A jornalista Melissa Boechat, 35, foi ao Parque Pedra da Cebola pela primeira vez e adorou. “O local é seguro. Todo mundo aqui está passando uma tarde agradável e a gente não vê isso comumente. É um ambiente que a gente pode vir, trazer as coisas e se divertir ao nosso modo, à vontade. Além do fato de ser um programa gratuito”, explicou. Melissa não estava sozinha. Junto dela estavam as amigas Debiane, Arllieny e Meiry, a responsável por levar todas para o piquenique no parque. Elas estavam com os filhos e gostaram do espaço destinado às crianças.

Outros parques urbanos de Vitória que se destacam entre as residências e prédios da capital são o de Barreiros, localizado em Itararé; Horto de Maruipe, em Maruipe; Parque Moscoso, no Centro; Parque Mangue Seco, em Andorinhas e o Parque Fazendinha, em Jardim Camburi.

A Coordenadora de Parques Urbanos da Prefeitura Municipal de Vitória afirmou que três parques estão em fase de implantação. São esses: Parque São Benedito, Parque Barão de Monjardim e Parque Chácara Paraíso.

Parques ambientais

Além dos parques urbanos, existem os parques naturais. Diferente dos anteriormente citados, esses parques não sofreram a intervenção do homem. Apenas foram feitas passagens para que os visitantes possam transitar. Nessa categoria se encontra o Parque Estadual da Fonte Grande, localizado no Maciço Central da Ilha de Vitória. A área oferece uma vista fantástica de Vitória, Vila Velha e Cariacica. Outro parque natural é o Parque Gruta da Onça, que fica no Centro.

Entre os diversos serviços, programas e projetos oferecidos pela Prefeitura Municipal de Vitória está o Vitória Digital. O objetivo do programa é promover a inclusão digital, apoio ao turista e o desenvolvimento econômico por meio de uma rede pública de acesso à internet. Infelizmente, o estudante Giuseppe Cavatti, 17, não pôde utilizar a internet gratuita no Parque Pedra da Cebola, já que o Vitória Digital não estava funcionando.

O subsecretário da Secretaria de Trabalho e Geração de Renda, Hugo Tofoli, explicou que o sinal do Vitória Digital está localizado nas proximidades da administração do parque e, para identificar melhor o funcionamento da rede, seria necessário que o munícipe caminhe para próximo da administração. “Quando o morador encontrar alguma dificuldade para se conectar à rede, em qualquer dos 10 pontos hoje instalados, ele deve relatar o problema no 156 para verificação”, orientou. 

Além do Parque Pedra da Cebola, o Vitória Digital também é oferecido no Parque Moscoso e no Parque Baía Noroeste, localizado no bairro Santo André.

sábado, 9 de junho de 2012

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Essa parada é arte?

Giu Dias fazendo a sua arte de rua. Foto: Flávio Carvalho
Uma manifestação artística tem colorido muros, escadarias, madeirites de obras, pracinhas e parques da cidade. São pessoas que buscam manifestar ideias através de bonecos, frases e traços coloridos. É a arte do graffiti, considerada uma das formas artísticas mais expressivas da arte pós-moderna.  

Apesar do preconceito com a arte de rua, os grafiteiros tentam conquistar a sociedade e mostrar que essa arte é saudável e não faz apologia negativa. Eles estão preocupados em fazer um trabalho que não seja mal visto pelo resto da população e sempre buscam o respeito, evitando fazer a arte em locais privados e que possam causar problemas.

Giu Dias é professor de graffiti no Centro de Referência da Juventude, na Ilha de Santa Maria em Vitória, e durante as aulas tenta passar para os alunos como ele conseguiu trabalhos e reconhecimento através da arte de rua. “Mostro para eles esse novo horizonte. Com o graffiti você pode trabalhar, conquistar e ser alguém na vida”.

Guilherme de Oliveira, 16, é um dos alunos de Dias e tem muitas expectativas para quando terminar o curso. O jovem pretende arranjar trabalhos e mostrar para a sociedade que ele não está ali para sujar a cidade. Oliveira quer que as pessoas vejam os desenhos que ele fizer como uma arte e quer que seu graffiti mude a vida de quem ver.

Para o psicólogo Ronaldo Marangoni, essa reação não acontece de forma simples. “Não é simplesmente olhar e se alterar. Mas, ao mesmo tempo, a arte pode fazer com que as pessoas alarguem seus processos de perspectiva de vida. E, de certa forma, amplie a visão que o indivíduo tem do mundo e altere essa visão. Isto pode de certa forma ajudá-lo a lidar com seus problemas do cotidiano”, completa.

Graffiti x pichação
Apesar de estarem interligados, já que o graffiti nasceu a partir da pichação, grafiteiros e pichadores, na maioria das vezes, têm objetivos diferentes. O pichador não se importa se a sociedade vai gostar do trabalho que ele fez. Geralmente a pichação é formada por letras de forma simples, que possuem só um traço, sem cor e com algumas modificações.

Já o grafiteiro quer que o graffiti seja apreciado pela sociedade. Para isso, ele faz uma arte colorida, trabalhada e que leve uma mensagem. “O graffiti é um lance mais artístico e já se adaptou ao desenho. Você já vê realismo, referência de ilustração e cartoon”, contou Giu. Ele ainda lembrou que o Brasil é o único lugar do mundo onde existe essa separação.  

O professor de graffiti considerou que existem letras da pichação que são muito trabalhadas e que para ele podem ser consideradas arte. Por isso, ele disse que cabe à sociedade, já que é ela quem vê a manifestação no seu cotidiano, decidir se aquele trabalho é arte ou não.

História
O graffiti surgiu na década de 60 em Nova Iorque, Estados Unidos. A arte nasceu da escrita ou “tag” (assinatura) do artista, nas estações de metrô. A princípio era feita com marcadores e, posteriormente, houve o advento dos sprays. Com o tempo, o graffiti conquistou a indústria, que passou a produzir bicos de spray adaptados para esse público. Durante esse período, os filmes passaram a divulgar o graffiti nas filmagens.

A arte de rua chegou no Espírito Santo nos anos 80 e só ganhou força a partir dos anos 90. Na época, grande parte das pinturas era feita com rolo e látex. O primeiro grupo surgiu nesse período e se chamava União dos Grafiteiros Independentes (UGI). Os materiais utilizados, atualmente, são os spraiers e os caps, bicos introduzidos às latas, para aplicação do spray.